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Vhils, Odeith e Bordalo II: Barreiro volta a percorrer os seus murais

A visita dura cerca de duas horas e percorre uma cidade onde fachadas, memória industrial e novas intervenções passaram a fazer parte da paisagem.

Quem passa todos os dias pelo Barreiro pode já conhecer alguns dos murais de cor, rostos gigantes e paredes transformadas por artistas urbanos. A 12 de setembro, a cidade convida a olhar para esse património com mais atenção através de uma nova edição do Circuito de Arte Urbana, uma visita guiada de cerca de duas horas que parte às 10 horas das Oficinas da CP, na Rua Miguel Pais.

O Barreiro reúne um conjunto de obras que, ao longo dos últimos anos, transformaram fachadas, equipamentos e edifícios devolutos em pontos de interesse. Entre elas está o mural criado na sede da ADAO — Associação de Desenvolvimento de Artes e Ofícios, assinado por um coletivo da associação com Gonçalo Mar e Odeith, e a homenagem a Crooner Vieira, figura ligada ao Barreiro Rocks, criada por Another, nome artístico de Rodolfo Santos.

A cidade guarda também uma intervenção de Bordalo II, realizada no âmbito do Art in Town, e trabalhos de artistas como Kikko, João Samina, Grow Art e Pedro Pinhal. Parte desta produção recupera memórias muito locais. Another inspirou-se numa fotografia de Augusto Cabrita para representar antigas vivências barreirenses, enquanto João Samina trabalhou a partir de uma imagem de Guilherme Ferreira para homenagear Cristiano “Má Raça”, figura do Barreiro Antigo.

A história industrial aparece com força numa das intervenções mais conhecidas do concelho. Entre a Rua da CUF e a Rua Industrial Alfredo da Silva encontra-se o grande mural de VHILS, também conhecido como Alexandre Farto, dedicado à vida industrial do Barreiro. Já Odeith assinou, em 2016, um mural de homenagem a Augusto Cabrita no Largo Alexandre Herculano.

O mapa continua a crescer. Na Verderena, Jorge Charrua terminou em 2025 Unplug, um mural com cerca de 12 a 13 metros de altura que mostra uma figura feminina com um cão nos braços. A obra nasceu na oitava edição do Art in Town e parte de uma reflexão sobre desconexão, vizinhança e hábitos antigos.

Durante os dias em que Charrua se afastou do trabalho, foram os próprios moradores que deram pela ausência. “Um mural não é apenas uma pintura, é um diálogo com o lugar, com quem passa e com quem espera”, contou o artista à New in Barreiro.

A visita de setembro tem classificação M/6 e exige inscrição prévia. Os bilhetes custam 2€ dos seis aos 12 anos, 3€ dos 13 aos 64 e 2€ a partir dos 65 anos. Para famílias de quatro pessoas, o valor desce para 1,50€ por participante.

O grupo terá entre cinco e 20 pessoas. As reservas podem ser feitas no Posto de Turismo, pelo 212 068 287, no Welcome Center, através do 212 068 535, ou pelo email postodeturismo@nullcm-barreiro.pt.

 
 
 
 
 
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Carregue na galeria e recorde alguns dos murais espalhados pelo Barreiro. 

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