Ao contrário do que acontece em praticamente todo o mundo, onde a entrada em bares exige um mínimo de idade, normalmente estipulada nos 18 anos, estamos agora a assistir ao fenómeno inverso. Pelo menos, é o que tem acontecido em alguns países asiáticos com alguns espaços a impor um limite máximo de idade.
Tudo começou quando, no início do ano, o Tori Yaro Dogenzaka, localizado num bairro em Tóquio, no Japão, colocou uma placa polémica. “Entrada restrita a clientes entre 29 e 39 anos. Este é um izakaya [pub acessível] para as gerações mais jovens”, podia ler-se no anúncio.
Esta “proibição parcial” a maiores de 40 anos levou o estabelecimento, que faz parte da cadeia Shibuya, a defender-se. Após as críticas, explicaram que definiram a preferência para que o público combine com a “atmosfera animada” do espaço, segundo o “Euronews”.
Há, porém, algumas ressalvas. Os clientes mais velhos podem entrar se um dos elementos do grupo tiver 39 anos ou menos. Amigos e familiares dos funcionários ou parceiros comerciais do restaurante também estão isentos a esta medida, que não pode ser aplicada legalmente.
“Os clientes mais velhos costumam reclamar muito do barulho no restaurante e problemas semelhantes, então decidimos limitar o número de pessoas que entram, para que todos possam ir para casa satisfeitos com a experiência que tiveram”, afirmou o representante de relações públicas, Toshihiro Nagano, ao jornal “Japan Today”.
Esta prática também já é comum na Coreia do Sul. Segundo o “The Korea Times”, vários cafés introduziram áreas proibidas para idosos”, também alegando incompatibilidade com o ambiente. Tem sido particularmente comum em estabelecimentos nas zonas de Itaewon e Gangnam.
Um dos exemplos mais conhecidos é o bairro universitário Hondgae, em Seul, onde muitos bares com pistas de dança têm limites de idade não oficiais para maiores de 30 anos. Por vezes, a restrição é baixada para 28 ou até 25 anos.

LET'S ROCK







