O calendário mudou, mas o tempo no Barreiro decidiu adiantar-se. A semana que arranca esta segunda-feira, 1 de junho, entra com temperaturas acima dos 30 graus, vários dias de céu limpo, muito calor e um dado que merece tanta atenção: o índice UV atinge valores extremos para a época.
Depois da vaga de calor que marcou os últimos dias de maio, a cidade não regressa propriamente à normalidade. O que acontece é um ligeiro abrandamento, mantendo-se ainda assim num registo muito mais próximo de julho do que do início de junho.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a chuva desaparece praticamente da previsão ao longo de toda a semana. Entre segunda-feira e domingo, a probabilidade de precipitação varia entre os 0 e os 4 por cento, valores residuais que, na prática, apontam para uma semana seca.
A segunda-feira, 1, começa com 30 graus de máxima e 17 de mínima e com índice UV 10, um valor muito elevado. A terça-feira, 2, traz a maior descida da semana, ficando pelos 25 graus, ainda assim acompanhada por céu pouco nublado.
A partir de quarta-feira, 3, as temperaturas voltam a ganhar força. A máxima sobe para 28 graus, com mínima de 16, e o índice UV regressa aos valores mais elevados da previsão. Na quinta-feira, 4, os termómetros marcam 26 graus, enquanto a sexta-feira, 5, apresenta 25 graus de máxima e uma das noites mais frescas da semana, com 15 graus.
O fim de semana traz uma nova subida dos termómetros. No sábado, 6, a temperatura volta aos 28 graus, com mínima de 15. No domingo, 7, o Barreiro regressa aos 30 graus, mantendo céu limpo.
O dado mais interessante desta previsão está menos na temperatura e mais na combinação entre calor persistente e radiação solar. Durante os primeiros dias da semana, o índice UV atinge valores entre 9 e 10, patamares classificados como muito elevados e pouco habituais para o início de junho. Na prática, isto significa que o sol se torna um protagonista tão importante quanto os próprios termómetros.
As temperaturas máximas oscilam entre os 25 e os 30 graus, enquanto as mínimas variam entre os 15 e os 17. É uma amplitude relativamente confortável para esta altura do ano, sobretudo porque as noites continuam a permitir algum arrefecimento, ao contrário do que aconteceu em alguns dos dias mais quentes da semana anterior.
Na rua, a mudança é evidente. O casaco deixa de ser protagonista durante o dia e as camadas desaparecem do armário. A prioridade passa a ser outra: roupa leve, hidratação frequente, sombra nas horas centrais e alguma cautela entre o final da manhã e o meio da tarde, quando a radiação solar atinge os níveis mais intensos.
Depois dos 37 graus registados na semana anterior, junho entra com uma espécie de acordo de paz. Continua quente, seco e muito luminoso, mas troca os extremos por uma versão um pouco mais equilibrada do verão que se aproxima. O resultado é uma semana feita para praia, esplanadas e fins de tarde ao ar livre — desde que o sol seja tratado com o respeito que um UV 10 merece.








