fora de casa

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Há um refúgio encantador com cavalos, piscina e Casa dos Avós perto do Barreiro

A escapadinha junta casas brancas, pequeno-almoço caseiro e o sossego certo para desligar, a 30 minutos da cidade.

Os cavalos lusitanos aparecem mesmo antes de qualquer receção. Estão ali, a ocupar o campo com uma calma antiga, e fazem uma apresentação muito melhor do que qualquer frase promocional. Em Alcochete, a menos de 30 minutos do Barreiro, há uma propriedade de agroturismo onde a piscina, as casas brancas de barra azul e o sossego contam muito, mas onde os cavalos acabam por dar ao lugar a sua assinatura mais forte. 

O Serras d’Sal nasceu quando uma família de Alcochete resolveu aproveitar a pandemia para voltar ao campo e construir o projeto que andava há anos a imaginar. Serra vem do apelido da família. Sal aponta para a terra, para as salinas, para o estuário e para uma parte da identidade local. “Os cavalos fazem parte do nosso dia-a-dia e acreditamos que trazem ao nosso espaço a serenidade que desejamos transmitir a quem nos visita.”, anuncia a família Serra no texto de apresentação do espaço.

A criação de cavalos lusitanos ficou no centro dessa vida nova. Isso vê-se logo à chegada e sente-se depois no resto. A propriedade tem boxes, picadeiro, jardim, piscina e várias casas espalhadas pelo terreno, mas o que a distingue mesmo é essa sensação de casa vivida, feita por quem conhece a zona e quis ficar por ali. 

 
 
 
 
 
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Para quem está no Barreiro, o interesse da escapadinha começa muito antes de se entrar numa das casas. Começa na conta prática que muitos fazem em julho e agosto. Vale a pena perder metade do fim de semana na estrada para dormir fora duas noites? Aqui, a resposta fica mais simples. Sai-se de casa, conduz-se pouco, muda-se de cenário e o descanso arranca sem a parte cansativa das viagens longas. Em vez de autoestrada, malas a mais e horários apertados, entra-se quase de imediato numa paisagem com relva, cavalos, água e silêncio suficiente para o corpo perceber que já está noutro sítio.

A organização das casas ajuda a perceber para quem é que esta morada serve melhor. O conjunto tem quatro casas T1, cada uma preparada para três hóspedes. Depois há a Casa dos Avós, um T2 com capacidade para quatro pessoas. A unidade maior chama-se Casa de Madeira, também T2, e recebe até cinco hóspedes. Esta variedade resolve um problema real. Um casal não precisa de pagar uma casa grande demais. Uma família com filhos pequenos evita a ginástica de enfiar todos num espaço pequeno. Dois casais amigos também conseguem marcar um fim de semana sem cair num alojamento impessoal.

As quatro casas menores são a porta de entrada mais acessível. Os preços começam nos 100€ por noite, a depender da época do ano, e a lotação vai até três pessoas. Para um casal do Barreiro que queira desaparecer durante um fim de semana, funcionam muito bem. Para um casal com um filho, também. Há ali o essencial para uns dias de verão bem usados, com pequeno-almoço continental, cozinha equipada, estacionamento privado gratuito, Wi-Fi e acesso à piscina exterior. Em escapadinhas curtas, essa lista vale bastante porque evita despesas e improvisos desnecessários.

A Casa dos Avós é outra história. O nome ajuda, claro, mas o que realmente faz diferença são os dois quartos e a capacidade para quatro pessoas. Surge desde 132€ por noite e encaixa melhor em famílias pequenas ou em dois casais. Há qualquer coisa de muito concreta nesta tipologia. Uma família com dois filhos pode ficar ali sem apertos. Dois adultos conseguem levantar-se cedo sem acordar toda a casa. Sacos, toalhas, roupa de banho, brinquedos, garrafas de água e compras de supermercado deixam de andar de cadeira em cadeira. Em pleno agosto, esse conforto pesa muito mais do que qualquer apontamento decorativo.

A Casa de Madeira sobe aos cinco hóspedes e começa nos 165€ por noite. Para famílias maiores ou grupos pequenos de amigos, é a escolha mais lógica. Quando o valor se divide por quatro ou cinco pessoas, o preço por noite passa a ser lido de outra forma. Quem marca uma casa destas em julho ou agosto procura mais do que cama e duche. Procura uma mesa onde se possa almoçar sem pressa, uma cozinha para preparar refeições simples, uma piscina que salve das horas quentes e um exterior que aguente miúdos, conversas longas e fins de tarde tranquilos.

Até a proximidade a Alcochete entra bem na equação. A vila fica a cinco minutos, o que permite sair para jantar, dar uma volta ao fim da tarde ou simplesmente variar o cenário sem transformar cada saída numa excursão. A piscina exterior, aberta todo o ano, ganha um protagonismo óbvio nesta altura. O jardim prolonga o dia cá fora.

As avaliações já publicadas também ajudam. O alojamento surge com 9,8 em 10, classificado como excecional na página do Booking. Funcionários, comodidades, limpeza, conforto, relação qualidade-preço e localização aparecem com nota máxima. Um dos hóspedes destacou o pão fresco, a fruta e os ovos servidos ao pequeno-almoço, além da simpatia de Carla, a anfitriã. Outro detalhe que salta à vista é a consistência das categorias. Limpeza 10, conforto 10, localização 10.

Para dois dias fora, três noites de pausa ou uma semana inteira sem grandes complicações, é uma morada que merece ser analisada com atenção. As reservas podem ser feitas pelo site do Serras d’Sal ou pelo Booking.

Carrega na galeria para ver imagens das casas das Serras d´Sal.

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