O Barreiro vai assinalar o 25 de Abril com duas oficinas para miúdos que abordam o tema da liberdade por caminhos diferentes, mas próximos no espírito. Uma passa pela Biblioteca Municipal, outra pelo Auditório Municipal Augusto Cabrita.
Entre uma e outra, a proposta é a mesma: tirar a data do discurso mais gasto e levá-la para o lado da descoberta, da imaginação e do trabalho feito à mão, em sessões pequenas, pensadas para quem ainda está a começar a perceber o peso das palavras liberdade, censura ou memória.
Na Biblioteca Municipal do Barreiro, a 18 de abril, acontece a “Oficina Pop-up do Passado à Liberdade”, dirigida a miúdos dos seis aos 12 anos. A apresentação da atividade fala de páginas cinzentas, silêncios e palavras riscadas, e essa imagem chega para perceber o tom da sessão.
O ponto de partida está num livro e numa história difícil de contar, num registo pensado para aproximar os mais novos de um tempo em que nem tudo podia ser dito. A participação é gratuita, mas depende de inscrição prévia.
Uns dias depois, a 26 de abril, o Auditório Municipal Augusto Cabrita recebe “Costurar Liberdades entre Linhas e Cores”, uma oficina criativa para maiores de oito anos. Aqui, o 25 de Abril aparece pelo lado mais prático: os mais novos são convidados a criar postais únicos, trabalhando a data a partir das cores, das formas e do gesto de fazer. Também neste caso há poucos lugares, o que dá à sessão uma escala mais próxima e menos dispersa. A participação tem um custo simbólico e a informação está disponível através dos contatos da bilheteira municipal.
As duas iniciativas são organizadas pela Câmara Municipal do Barreiro e acabam por funcionar bem em conjunto. Uma leva os miúdos ao passado, ao silêncio e ao que custava dizer, enquanto a outra puxa-os para a criação e para uma relação mais livre com a data. Duas atividades simples, que põem abril no sítio certo: perto dos miúdos, com espaço para perguntar, mexer, recortar, imaginar e sair com algo mais do que uma data decorada.

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