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Barreiro procura voluntários para limpar praias de Alburrica, Torralta e Copacabana

A ação acontece antes do Dia dos Oceanos e quer impedir que o lixo siga viagem pelo Tejo.

Uma garrafa esquecida na areia parece sempre pequena demais para merecer um grande discurso. O problema começa com este tipo de problema que, para muitos, parece um detalhes. O que fica numa praia ribeirinha pode seguir pelo vento, pela maré, pela chuva ou pela corrente, até deixar de ser lixo à vista de todos e passar a ser mais uma peça no caminho dos rios para o mar. No Barreiro, para lembrar o Dia dos Oceanos, há um convite para marcar a data com ações práticas. Calçar ténis, levar disponibilidade para duas horas com voluntários a ajudar a retirar lixo das zonas ribeirinhas da cidade.

A Ação de Limpeza Ribeirinha acontece no domingo, 7 de junho, entre as 9 e as 11 horas, nas praias de Alburrica, Torralta e Copacabana. A participação é gratuita, aberta ao público e a famílias, mas a inscrição antecipada é obrigatória. Cada participante pode escolher a zona onde prefere colaborar, o que torna a iniciativa mais fácil para quem vive perto de uma destas praias ou costuma frequentar a frente ribeirinha do Barreiro.

A data escolhida aproxima a ação do Dia dos Oceanos, assinalado a 8 de junho. A efeméride é usada em todo o mundo para chamar a atenção para o papel do oceano na vida do planeta, já que cobre mais de 70 por cento da superfície da Terra e produz, pelo menos, metade do oxigénio do planeta, segundo as Nações Unidas. 

No Barreiro, a ligação entre a ação local e o oceano passa pelos rios Tejo e Coina. A limpeza anunciada pelo Centro de Educação Ambiental da Mata da Machada e Sapal do Coina quer impedir que o lixo existente nas margens siga esse percurso. A intervenção em praias como Alburrica, Torralta e Copacabana tem esse valor muito direto, porque atua antes de os resíduos se dispersarem e se tornarem mais difíceis de recolher.

Também existe um lado pedagógico importante nesta manhã com voluntários a trabalhar em conjunto. Participar numa limpeza ribeirinha muda a forma como se olha para o lugar no dia seguinte. Quem apanha beatas, plásticos, embalagens, tampas ou restos deixados na areia percebe que a preservação ambiental depende menos de grandes proclamações e mais de gestos repetidos, feitos por pessoas comuns, nos sítios onde vivem, passeiam ou levam os miúdos ao fim de semana.

A iniciativa chega numa altura em que a frente ribeirinha do Barreiro tem tido cada vez mais uso público. Alburrica, Torralta e Copacabana fazem parte dessa relação quotidiana da cidade com a água, entre passeios, fotografias, caminhadas, pesca, brincadeiras e fins de tarde junto ao Tejo. Limpar estes espaços antes do Dia dos Oceanos acrescenta uma camada prática à celebração. A melhor homenagem, neste caso, cabe em sacos de recolha, luvas e duas horas de trabalho coletivo de um grupo de voluntários. 

 

 
 
 
 
 
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