Quando estamos a mexer no telemóvel, o nosso cérebro não para. A nossa janela de atenção é cada vez menor devido a redes sociais de rápido consumo, como o TikTok, onde somos bombardeados com vídeos de poucos segundos.
A principal consequência deste vício? Muitos portugueses têm dificuldade em acompanhar filmes ou séries sem estarem constantemente a fazer refresh nos feeds das diferentes plataformas. Se quer perceber se o seu cérebro está realmente em declínio, há um simples teste que pode fazer em casa.
Segundo o neurologista norte-americano Matthew Motisi — que trabalha na Baptist Health Orthopedic Care em Miami e que inventou este método —, apenas precisa de um papel, caneta e 60 segundos. Tal como contou à revista científica “Prevention”, deve começar por escolher uma “categoria vasta que tenha muitos itens”, como filmes, animais ou legumes.
Depois, defina um temporizador para um minuto, sente-se e passe 60 segundos a escrever o maior número possível de coisas de que se consiga lembrar dentro da categoria escolhida. Para animais, por exemplo, basta escrever palavras como “porco”, “hipopótamo”, “rinoceronte”, “cão”, “gato”, etc..
Quando os 60 segundos chegarem ao fim, tem de pousar imediatamente a caneta (sem batota). Segundo o médico, a lista deve ter “pelo menos 15 respostas”. Idealmente, deveria conseguir “mais de 21”.
Se não conseguiu chegar ao valor mínimo, não precisa de entrar imediatamente em pânico. No entanto, o neurologista explica que os cientistas do ramo veem isto como um “possível sintoma precoce de défice cognitivo”. Ou seja, a “fase intermédia entre as capacidades normais de pensamento e a demência”.
Além de resultados baixos neste teste, outras pistas de que algo se passa podem incluir “esquecer-se das coisas com mais frequência, faltar a compromissos ou eventos sociais, perder o fio ao pensamento e ter dificuldade em seguir uma conversa”.
Por outro lado, o médico confessa que “o nosso cérebro muda ligeiramente com a idade e estes pequenos problemas, como não se lembrar de onde deixou o telemóvel, não indicam doença, mas merecem ser investigados caso aconteçam frequentemente”.
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