Nos últimos anos, a procura por medicamentos de perda de peso aumentou exponencialmente em todo o mundo e Portugal não é exceção. Agora, sabemos que num só dia, as farmácias portuguesas venderam mais de 3 mil caixas de Mounjaro, uma das marcas deste tipo de produto.
Cada embalagem do fármaco, que obrigada a uma aplicação injetável por semana, custa entre 180€ e 400€. O preço depende sempre da dosagem e por cá o medicamento não é comparticipado. Feitas as contas, em apenas um dia, faturou-se mais de um milhão de euros, segundo avançou o “Diário de Notícias” a 23 de setembro.
A procura crescente pelo Mounjaro já tinha sido verificada em agosto. Uma fonte da HMR — Health Market Research, empresa especializada no mercado da saúde, revelou ao mesmo meio que, no mês passado, a marca já tinha ultrapassado a barreira de um milhão de euros em vendas em dois outros dias.
O medicamento é administrado através de uma injeção subcutânea uma vez por semana. Na União Europeia, está autorizado para o tratamento de adultos, adolescentes e miúdos a partir dos 10 anos com diabetes tipo 2, em conjunto com dieta e exercício. Nos adultos, também pode ser utilizado para perda e manutenção do peso.
O Mounjaro, nome comercial da tirzepatida, distingue-se de medicamentos que atuam apenas sobre o recetor GLP-1 porque atua sobre duas vias hormonais: o GIP e o GLP-1. A ação destes recetores aumenta a libertação de insulina em resposta à ingestão de alimentos e contribui para a redução da glicemia.
No cérebro, a ação do medicamento também influencia os mecanismos relacionados com o apetite, enquanto a digestão é mais lenta devido ao atraso no esvaziamento do estômago. O resultado é uma maior sensação de saciedade e uma redução da ingestão alimentar.








