O Ministério da Saúde italiano revelou, no final de março, que tinha sido detetado o primeiro caso humano de gripe aviária H9N2 na Europa. O doente é um rapaz com problemas de saúde prévios que foi infetado fora do continente, antes de viajar para a região de Lombardia.
“Foram rapidamente efetuadas todas as verificações necessárias e identificados os contactos do caso, no âmbito das atividades rotineiras de prevenção e vigilância”, disse o ministério.
O miúdo está atualmente em isolamento no Hospital San Gerardo, onde está a receber tratamento. A infeção não lhe provocou doença grave e é provável que tenha alta já esta semana.
Desde 1998, foram identificados apenas 195 casos humanos desta estirpe de gripe A (H9N2), no mundo. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, a doença foi detetada em dez países da Ásia e África.
Este é um subtipo do vírus da gripe aviária e é frequentemente encontrado em aves domésticas, como galinhas e patos. Embora seja essencialmente uma doença animal, em algumas situações raras pode infetar humanos, sobretudo pessoas que têm contacto direto e frequente com aves infetadas ou com ambientes contaminados, como mercados de aves vivas. A transmissão entre pessoas é rara.
Os sintomas são semelhantes aos de uma gripe comum. Entre os mais frequentes estão a febre, tosse, dor de garganta, corrimento nasal, dores musculares, fadiga e mal-estar geral.
Alguns pacientes podem também apresentar dores de cabeça ou sintomas respiratórios ligeiros a moderados. Em casos mais raros, sobretudo em indivíduos com o sistema imunitário fragilizado, idosos ou pessoas com doenças crónicas, podem surgir complicações mais graves, como pneumonia.
No que diz respeito ao risco de morte, a taxa de mortalidade é baixa. A maioria das infeções evoluiu de forma ligeira e com recuperação completa. No entanto, e tal como acontece com outras infeções respiratórias, existe sempre algum risco de agravamento, especialmente em grupos vulneráveis, pelo que a vigilância médica é importante.
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