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Especialistas alertam: aquecimento global pode causar epidemia de vírus tropical em Portugal

A doença caracteriza-se por febre alta, dores articulares intensas, dores musculares e de cabeça, fadiga e erupção cutânea.

O alerta é claro. Devido ao aquecimento global, o vírus Chikungunya, comum em regiões de clima tropical, pode vir a tornar-se mais presentes noutros 29 países — e Portugal é considerado um dos que está sob maior risco de epidemia.

Segundo um estudo publicado no “Journal of Royal Society Interface” a 16 de fevereiro, a doença transmitida pelo mosquito-tigre-asiático pode chegar a diferentes territórios do sul da Europa, como Albânia, Grécia, Itália, Malta e Espanha.

Sandeep Tegar, o principal autor da investigação, disse ao “The Guardian” que “é apenas uma questão de tempo” até a doença chegar a estes destinos. Em causa está o aumento das temperaturas anuais — quanto mais quente está o tempo, mais provável é o vírus espalhar-se.

O Chikungunya foi identificado pela primeira vez em 1952, na Tanzânia, e desde então tem vindo a causar surtos em África e na Ásia. A transmissão ocorre pela picada de um mosquito infetado. Não existe transmissão direta de pessoa para pessoa, embora possa ocorrer transmissão das mães para os recém-nascidos no momento do parto.

Os sintomas surgem, geralmente, entre dois a sete dias após a picada. A doença caracteriza-se por febre alta, dores articulares intensas (principalmente nas mãos, pulsos, tornozelos e pés), dores musculares e de cabeça, fadiga e erupção cutânea. Atualmente, não existe uma cure que elimine o vírus, mas a maioria dos doentes recupera completamente.

Os grupos mais vulneráveis, onde podem aumentar as mortes, incluem idosos, recém-nascidos infetados no período perinatal e pessoas com doenças crónicas, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares ou imunossupressão. Nestes casos, a doença pode evoluir para formas mais graves, com complicações neurológicas e cardíacas.

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