Antes de ter barras, racks, horários definidos e uma comunidade com cerca de uma centena de alunos, o Vikings CrossTraining Barreiro começou onde muitos bons projetos começam: sem grande aparato, ao ar livre e com vontade de pôr as pessoas a mexer. “Começámos como projeto na rua, com aulas outdoor”, conta Ian Lopes, de 35 anos, responsável pelo ginásio.
O primeiro palco foi o Parque da Cidade, numa altura em que os treinos na rua voltaram a ser permitidos depois da pandemia e os ginásios ainda viviam tempos incertos. O que podia ter sido apenas uma solução provisória ganhou corpo, alunos e identidade. Durante seis meses, o grupo treinou no exterior. Depois, passou para um primeiro estúdio, mas a localização não ajudava. “Estávamos um pouco escondidos.”, explica Ian. Desde o início de abril, o cenário é outro.
O Vikings CrossTraining Barreiro mudou-se para um novo espaço no Grupo Desportivo Fabril, num salto que marca uma nova fase do projeto. A mudança surgiu depois de uma oportunidade dentro do clube e trouxe aquilo que o ginásio procurava há algum tempo: mais visibilidade, melhores condições e uma zona de treino maior. “Surgiu uma nova oportunidade de mudança de espaço”, explica Ian, que conhece bem aquela casa. “Também já fui atleta do Fabril e, desde miúdo, andei lá na creche.”
A decisão implicou obra, tempo e investimento. Segundo Ian, a remodelação demorou cerca de um ano e representou um investimento total a rondar os 30 mil euros, entre estrutura, material e equipamentos. O resultado é um espaço mais amplo e com margem para crescer, algo que já começou a acontecer. “Temos cerca de 100 alunos”, diz. Desde a mudança, há cerca de um mês, entraram “mais 20 a 30 alunos”.
Mas a história do Vikings não se explica apenas com metros quadrados ou máquinas novas. O ponto forte está no modelo de treino e no ambiente. “A grande diferença é que funcionamos praticamente só com aulas de grupo”, afirma Ian. Essas aulas têm um número limitado de participantes, “no máximo 12 alunos”, para garantir acompanhamento próximo, correções durante o treino e adaptações a diferentes níveis de experiência.
Com isso, o ginásio tenta fugir à ideia intimidante que muitos ainda associam ao cross training. Não é preciso chegar já em forma, saber levantar uma barra ou perceber a diferença entre burpees e kettlebells. “É muito fácil entrar no nosso ginásio”, garante o responsável. Numa mesma aula podem estar pessoas que treinam há anos e outras que estão a começar. E essa mistura faz parte da identidade do espaço. “Muitas das vezes são essas pessoas que já treinam há mais tempo que acabam por receber ou integrar as pessoas novas.”

O treino segue a base do CrossFit, embora o nome oficial seja cross training. “Chamamos cross training, porque CrossFit é uma marca”, explica Ian. Na prática, as aulas combinam força, halterofilismo, ginástica e resistência cardiovascular, sempre com progressões ajustadas ao grupo. “Conseguimos adaptar todas as aulas”, sublinha. A adaptação é feita quer para quem está lesionado, como para quem está a regressar ao exercício, para quem nunca treinou ou até para quem já procura um estímulo mais exigente.
Também não há uma idade-limite rígida. O ginásio tem aulas para adultos, com personal trainer e uma vertente Masters, focada para pessoas mais velhas, muitas reformadas, com foco na manutenção da massa muscular, mobilidade e autonomia. O plano custa 40€ por mês e inclui duas aulas semanais, caminhadas em horário a combinar e acesso à aplicação para registo de treinos e participação em atividades.
Mas também existem mensalidades para diferentes ritmos. O plano de duas aulas por semana custa 45€, o de três aulas fica por 60€ o livre-trânsito, com acesso às aulas diárias e à modalidade Open Box custa 85€. Há ainda Open Box por 45€, para treinos ilimitados em horários definidos fora das aulas de grupo.
A inscrição inicial, com seguro incluído, custa 30€. Para quem quiser experimentar sem compromisso mensal, o drop-in custa 8€ e o pack de dez aulas fica por 70€.
Apesar do lado físico — e sim, aqui transpira-se — Ian insiste que o Vikings não é apenas uma sala de treino. “A pessoa não está ali só para treinar, mas também para conviver.” Antes e depois da aula, e até durante o esforço, há uma componente social forte, construída entre professores e alunos. “Gosto que cada um seja o que é ali dentro.”
Ver esta publicação no Instagram

LET'S ROCK






