Quem passou a infância a ver piões coloridos a bater uns contra os outros talvez perceba logo o apelo. Para quem nunca entrou nesse universo, Beyblade pode ser explicado sem grande complicação: são piões de combate lançados dentro de uma arena, com peças que podem ser montadas de maneiras diferentes para atacar, resistir ou aguentar mais tempo em rotação.
Parece uma brincadeira, mas tem regras e estratégia, uma comunidade e torneios a sério. A versão que chega ao Barreiro é a Beyblade X, uma geração mais recente da modalidade, com arenas próprias e combates rápidos, em que cada lançamento pode mudar tudo.
O jogador escolhe o pião, prepara o lançador, mede a força e tenta que o seu bey fique mais tempo em jogo ou tire o adversário da arena. A parte curiosa está na mistura entre brinquedo, colecionismo e competição.
Os miúdos entram pelo lado da diversão, os adultos aparecem pela nostalgia ou pela estratégia, e de repente todos estão inclinados sobre a arena à espera de ver qual o pião que cai primeiro.
O Parque da Cidade recebe no dia 27 de junho, às 10 horas, a primeira Rapid Cup I Beyblade X. O torneio é organizado pelo Sport Club Rapid, um projeto que ainda está a nascer no Barreiro e que começou com um grupo de amigos interessado em criar uma comunidade à volta do desporto, dos hobbies e da ocupação dos espaços públicos da cidade.
A participação custa 2€ e o vencedor vai receber um prémio anunciado durante o torneio. O convite é dirigido a quem já tem beyblades em casa, mas também a curiosos que queiram perceber como funciona este pequeno campeonato de piões. Segundo a organização, a modalidade tem atraído pessoas de várias idades e pode criar momentos competitivos, sem perder o lado descontraído.
Em Portugal, há várias associações que organizam campeonatos, incluindo a Beyblade-PT que organiza disputas em várias regiões.
O Rapid ainda está em fase de angariação de fundos para se formalizar como clube. O grupo tem vendido camisolas e organizado eventos para avançar com o projeto. A ambição passa por criar um espaço onde as pessoas possam combinar atividades, jogar num ringue aberto, andar de bicicleta ou participar noutras práticas.
Mais tarde, com o clube formado, a intenção será ter treinos e secções organizadas por modalidades. Segundo João Duarte, um dos organizadores do clube, a ligação ao Barreiro aparece também na identidade visual do grupo.
O Sport Club Rapid tem uma camisola inspirada nos azulejos das torres da Recosta, zona onde pretende desenvolver mais actividades. Essa referência local dá ao projecto um ar de clube de bairro adaptado a novos tempos, em que uma manhã no parque pode juntar bicicletas, desporto informal, jogos e até um torneio de Beyblade.
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