O Auditório Municipal Augusto Cabrita arranca o ano com quatro exposições que ocupam diferentes pisos do edifício e cruzam várias linguagens artísticas, num percurso pensado para ser visitado com tempo.
A partir de 31 de janeiro, o público pode conhecer propostas que vão do desenho científico à fotografia, passando pela ilustração e escultura, num diálogo contínuo entre técnicas e olhares.
No Piso 0, Cem Peixes, de Pedro Salgado, apresenta desenhos científicos e naturalistas desenvolvidos a partir de cadernos de campo do biólogo marinho e ilustrador científico. O trabalho assenta no rigor do registo e na observação direta do mundo natural, aproximando arte e ciência numa prática onde o desenho funciona como ferramenta de conhecimento.
Ainda no Auditório Municipal Augusto Cabrita, Oleandras reúne trabalhos de Ana Biscaia, Liliana Lourenço, Paula Delecave e Rachel Caiano. A exposição apresenta um conjunto de narrativas autobiográficas em que a imagem assume o papel primordial da escrita, explorando memórias, identidades e experiências pessoais através da ilustração.
No Piso 1, Escombros Ecoantes, de Ticiano Rottenstein, propõe uma imersão no processo de arruinamento do mundo contemporâneo, através de esculturas e instalações construídas com materiais industriais recolhidos na Margem Sul. A exposição trabalha a ideia de ruína como matéria e linguagem, cruzando paisagem industrial e criação artística.
Também no Piso 1, Entre Nós, Estamos Todos, de Luís Mileu, apresenta um conjunto de fotografias centradas nas relações que tornam o mundo habitável. O trabalho observa vínculos, proximidades e experiências partilhadas, propondo uma leitura sensível do quotidiano e da presença humana.
As quatro exposições inauguram a 31 de janeiro, às 16 horas, e ficam patentes até 22 de março de 2026. A entrada é livre.
Carregue na galeria para conhecer o trabalho de cada um dos artistas.

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