cultura

No Barreiro, os comboios ganham música e arte num projeto único

A 27 de setembro, a ADAO recebe o encerramento do projeto Movimentos Pendulares, com três instalações e concertos em simultâneo.

Na paisagem sonora e visual do Barreiro, há um ritmo que se repete. É o vai-e-vem dos comboios, o movimento pendular que dita o pulso de uma região. A 27 de setembro, esse ritmo ganha nova vida na ADAO, onde o projeto Movimentos Pendulares encerra três anos de trabalho com uma trilogia que cruza instalação e música ao vivo.

A noite começa às 22 horas, mas as portas abrem mais cedo. Quem chegar primeiro pode percorrer as três instalações antes de estas serem ativadas pelos concertos. “É uma forma de criar camadas de experiência”, explica um dos produtores. “O público é convidado a entrar num espaço que dialoga diretamente com a história ferroviária da Linha do Sado.”

 
 
 
 
 
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À hora marcada soam os primeiros acordes de Huesos del Niño X João Fortuna. Seguem-se Celino X Elianyuri às 22h45 e George Silver X Diogo Costa pelas 23h30. Cada performance funciona como um interruptor, acendendo novas perspetivas sobre as obras visuais.

O projeto, desenvolvido pela FOmE com financiamento da Direção-Geral das Artes, não é apenas uma reflexão sobre os caminhos-de-ferro. É também um exercício de escuta. “Os comboios não são apenas meio de transporte. São símbolos de uma vivência marcada por uma massa proletária multicultural que se desloca diariamente” lê-se na descrição da iniciativa.

Lado a lado com a linha de comboio do Sado, a escolha da ADAO como palco para este encerramento é significativa na medida em que “há uma cumplicidade natural entre o conteúdo do projeto e o contexto onde ele se apresenta”. A entrada é gratuita.

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