A Tercina mudou de chave no Barreiro e, a partir de agora, passa a ser ainda mais fácil entrar. O projeto de jazz que ocupa as noites de terça-feira na cave d’O Espaço deixa de ter bilhete pago e passa a ser gratuito, mantendo o formato que o tornou uma das propostas culturais mais interessantes da cidade: concerto do quinteto de Gabriel Feijão, seguido de uma jam session aberta a quem quiser tocar, participar ou simplesmente ficar a ouvir.
O projeto nasceu no novo espaço cultural criado “um andar abaixo” da Cervejaria O Espaço, na Rua Dr. Câmara Pestana, antiga morada da Cova Funda. A ideia, desde o início, era dar ao Barreiro uma programação regular e de proximidade, sem obrigar quem vive na margem sul a atravessar o rio para encontrar música ao vivo. A Tercina foi o primeiro passo desse plano e ficou sob curadoria do baterista Gabriel Feijão, que transformou as terças-feiras num ponto de encontro entre concerto e improviso.
Esse modelo continua intacto. Em palco, o quinteto mantém-se como centro da noite, e a jam session prolonga a experiência para lá do alinhamento principal. A diferença está no acesso: ao passar a gratuito, o projeto reforça a vocação de casa aberta e de ponto de encontro semanal para quem gosta de jazz, para músicos que queiram entrar na roda e para curiosos que só precisam de uma boa desculpa para descer à cave.
Além da programação das terças-feiras, o jazz ocupa O Espaço noutros dias da semana. Na próxima sexta-feira, 14 de março, às 22 horas, o palco recebe o quarteto À Beira de um Ataque de Nervos, formado por Margarida Mourão na voz, Maria Fonseca no trompete, João Espadinha na guitarra e Francisco Brito no contrabaixo.
Uma semana depois, a 21 de março, também às 22 horas, sobe à cave o Rodrigo Santos Quarteto, com Rodrigo Santos na guitarra, Rafael Santos na bateria, Luís Cunha no trompete e Emanuel Inácio no contrabaixo. A programação alarga assim o fôlego do espaço e mostra que o jazz não fica fechado a uma única noite.

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