No dia 26 de abril, o Auditório Municipal Augusto Cabrita (AMAC) recebe uma “super-orquestra” inédita. A Banda Municipal, a Camerata e a Orquestra Baía fundem-se num só corpo para dar som aos hinos da democracia.
No Barreiro, o 25 de abril não é uma efeméride que se despacha com um cravo na lapela e um discurso oficial. É uma questão de identidade operária e resistência cultural. Por isso, para as celebrações de 2026, a cidade decidiu apostar numa demonstração de força coletiva que raramente se vê: colocar três das suas instituições musicais mais prestigiadas a tocar em simultâneo, no mesmo palco, sob a mesma batuta.
O concerto “Músicas de Abril”, agendado para as 16 horas de domingo, 26 de abril, é um exercício de gigantismo acústico. A Banda Municipal do Barreiro, com o seu peso institucional e a pujança dos sopros, junta-se à elegância das cordas da Camerata Musical do Barreiro e à versatilidade rítmica da Orquestra Baía.
Esta fusão significa que temas clássicos da canção de intervenção e obras temáticas de cariz revolucionário vão ganhar uma densidade orquestral que as gravações originais de estúdio nunca tiveram. É o som de dezenas de músicos — entre amadores de longa data e profissionais — a ocupar o palco do AMAC para provar que a união faz mesmo a força (e o som).
O espetáculo acontece estrategicamente no dia seguinte ao feriado nacional. Enquanto o dia 25 é tradicionalmente marcado pela rua, pelos cravos e pela festa popular, o dia 26 no AMAC serve como o momento de reflexão e imersão cultural. É a oportunidade para ouvir, com o devido rigor, as harmonias que serviram de código à revolução e que hoje fazem parte do cancioneiro nacional.
Organizado pela Câmara Municipal do Barreiro (CMB) e com promoção da Orquestra Baía, o evento mantém uma política de preços democrática: 5€. É um valor simbólico que permite que o auditório se encha de famílias (o espetáculo é para maiores de 6 anos), garantindo que a herança de abril passa para as novas gerações através da música.

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