A descoberta de uma pérola devia mudar uma vida para melhor. Em “A Pérola”, muda tudo, mas pelo pior. A peça, apresentada no Auditório Municipal Augusto Cabrita, parte da obra homónima de John Steinbeck, escritor norte-americano distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 1962.
A história acompanha uma família de pescadores que encontra aquilo a que chama a “pérola do mundo”. Durante um instante, o achado parece abrir caminho para outro futuro: mais segurança, mais dignidade, a possibilidade de fugir a uma vida de pobreza e fragilidade. Mas essa promessa começa rapidamente a corroer a ordem em que a família vivia. A pérola traz cobiça, medo e tensão a uma comunidade marcada por desigualdades profundas.
É essa a força do texto de Steinbeck: pegar numa história simples e levá-la a tocar em questões maiores. A peça põe em cena a miséria e a ambição, a vontade de proteger a família e o desejo de alcançar uma vida menos dura. Pelo meio, mostra como a esperança também pode desestabilizar, sobretudo quando surge num mundo onde o poder e a riqueza já têm dono.
“A Pérola” parte de uma história sobre pobreza, poder e desejo de ascensão, a partir da descoberta de um objeto capaz de desorganizar por completo a vida de uma família de pescadores. A peça tem origem num conto tradicional mexicano que Steinbeck transformou numa obra curta e intensa.
O espetáculo sobe ao palco do Auditório Municipal Augusto Cabrita, no Barreiro, a 18 de abril, às 21 horas. Os bilhetescustam 10 €. A encenação e dramaturgia são de Jorge Gomes Ribeiro. Em cena estarão Ana Lúcia Palminha, Carla Chambel, Paula Neves, Pedro Martinho, Pedro Pernas, Rita Fernandes, Rui Luís Brás e Tiago Costa.

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