John Coltrane faria 100 anos a 23 de setembro e, três dias depois, o Barreiro vai assinalar a data escolhendo um disco de 1964, que antecedeu o muito mais conhecido “A Love Supreme”. O Gabriel Feijão Quarteto sobe ao palco da Casa da Cidadania Cabós Gonçalves, a 26 de setembro, para tocar “Crescent” e celebrar o centenário de um músico que transformou a linguagem do jazz.
Gravado pelo chamado Classic Quartet, “Crescent” juntou Coltrane ao pianista McCoy Tyner, ao contrabaixista Jimmy Garrison e ao baterista Elvin Jones. Poucos meses depois, a mesma formação entraria novamente em estúdio para gravar “A Love Supreme”, que acabaria por se tornar o trabalho mais conhecido do saxofonista. O próprio espólio de Coltrane está a assinalar o nascimento, ocorrido a 23 de setembro de 1926, com uma programação internacional ao longo de 2026.
A escolha de “Crescent” guarda um detalhe interessante para Gabriel Feijão: entre as cinco faixas está “The Drum Thing”, tema que dá à bateria de Elvin Jones um lugar de destaque. Desta vez, será Feijão a ocupar esse posto, acompanhado por Vasco Pereira no saxofone, João Nogueira no piano e Gonçalo Naia no contrabaixo.
O baterista barreirense já se tornou uma presença regular na cena de jazz que tem crescido na cidade. É responsável pela curadoria da Tercina, projeto que levou concertos semanais e jam sessions abertas às noites de terça-feira d’O Espaço, na antiga cave da Cova Funda. Ao longo de 2026, também tem surgido em diferentes formações, algumas delas com músicos que voltam agora a acompanhá-lo.
Na Casa da Cidadania, o quarteto recupera um álbum com mais de seis décadas para o colocar novamente em palco por músicos de outra geração. O concerto começa às 22 horas, tem classificação M/6 e os bilhetes custam 5€. As reservas podem ser feitas através do 936 377 526 ou do email antunesfeijao2006@nullgmail.com.







