O tamanho voltou a ter graça. Depois de temporadas a apostar em carteiras pequenas, quase decorativas, esta shopper XL da Parfois aparece como uma resposta sensata e, ao mesmo tempo, muito mais atual do que parece. É grande, sem pedir desculpa por isso.
As carteiras XL estão entre as tendências da primavera/verão 2026, tal como os materiais entrançados, destacados em editoriais da Vogue, Elle e Harper’s Bazaar. Esta carteira junta precisamente essas duas linhas, com volume e textura na medida certa, o que explica porque parece atual, sem esforço.
Este modelo vive da contradição certa. Tem uma superfície leve, quase de verão, mas as alças castanhas, largas e marcadas, puxam-na para um território mais sólido. O resultado fica a meio caminho entre a descontração e a estrutura. Nem parece uma mala de praia deslocada para a cidade, nem cai no extremo oposto de acessório demasiado pesado. Fica naquele ponto raro em que tanto funciona com roupa simples, como consegue levantar coordenados mais compostos.
É isso que a faz atravessar estações com facilidade. Na primavera, encaixa quase sem esforço em camisas de algodão, vestidos midi lisos, calças largas, ganga clara e sandálias rasas. Quando o calor aperta, continua a fazer sentido com tops mínimos, linho, saias fluidas e peças em branco, cru, castanho ou preto.
Também ajuda o facto de o desenho fugir àquele naturalismo demasiado literal que por vezes limita este tipo de carteiras a dois meses de sol. Aqui, o efeito palha aparece mais polido, urbano e pensado para circular fora do contexto de férias. As ferragens, as fivelas e as tachas nas alças introduzem um peso visual que tira delicadeza excessiva ao conjunto e aproxima a mala de uma linguagem mais fashionista.

Por 39,99 €, joga bem com a ideia de compra sensata, que parece especial. Tem efeito palha, formato oval, alças de ombro fixas com detalhe de fivelas e tachas, fecho principal de íman e uma bolsa interior removível com fecho de correr. As medidas ajudam a perceber que está longe das shoppers que parecem espaçosas no ecrã e depois encolhem ao vivo. Aqui, o volume é parte da identidade da peça.
Uma carteira XL desenha a silhueta de outra forma. Dá escala à roupa mais básica e muda a leitura de um look. Uma T-shirt branca com jeans perde logo a banalidade quando conjugada com uma carteira volumosa. O mesmo acontece com um vestido preto simples, uma camisa larga com calças direitas ou um conjunto em tons neutros. A peça acrescenta volume, textura e um gesto de moda sem cair na excentricidade.
A grande vantagem está em conseguir ser visível, sem ser barulhenta. O lado fashionista desta shopper XL está menos na ideia de tendência e mais na forma como interpreta a vida real sem a empobrecer. É grande, sim. É prática, também. Mas acima de tudo, tem presença, textura, escala e um desenho que compõe o look quase sozinho.
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