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Nova primeira-dama usa vestido com homenagem a Portugal na tomada de posse de Seguro

Margarida Maldonado Freitas terá apostado num Valentino, mas adaptou-o para a ocasião. A cor também não foi escolhida ao acaso.

Quando António José Seguro venceu as eleições presidenciais, em fevereiro, Margarida Maldonado Freitas, mulher do atual presidente da República, afirmou que “não há primeiras damas” no nosso País. No entanto, deixou claro que acompanharia o marido na tomada de posse.

A promessa foi cumprida e a farmacêutica apareceu esta segunda-feira, 9 de março, ao lado do marido e dos dois filhos, Maria e António, para assistir à cerimónia de tomada de posse na Assembleia da República, em Belém. O que chamou à atenção, no entanto, foi o tom que unia todos os looks: o azul pastel.

No caso de Maldonado Freitas, de 53 anos, optou por um vestido com uma silhueta bastante discreta, clássica e de corte reto. Tudo aponta para que o modelo, feito em tecido crepe, seja uma criação da maison Valentino Garavani, que morreu em janeiro deste ano, e está disponível online por 4.900€.

O detalhe que se destacou foram os três botões dourados junto ao decote que, na verdade, são Corações de Viana. Este símbolo da filigrana e da joalharia portuguesa na Europa foi a forma encontrada pela nova primeira-dama para homenagear o País. Ainda não foi confirmado, porém, se o adaptou para a ocasião.

Sóbrio e discreto, tal como Margarida Maldonado pretende ser, o visual foi combinado com sapatos pretos de salto baixo e uma carteira da marca Carolina Herrera. Tudo com um styling simples, com o cabelo solto e uma maquilhagem natural.

O momento da tomada de posse.

A escolha da cor também não parece ser uma coincidência. Isto porque, no mundo da política, já se fala num “azul das primeiras-damas”, com uma das lembranças mais recentes a ser a tomada de posse de Donald Trump, em 2017, com Melania Trump a apostar numa criação Ralph Lauren na mesma cor.

Os exemplos não se ficam por aqui. Em 2021, Jill Biden usou azul, ainda que mais escuro, para a cerimónia onde Joe Biden foi oficializado como presidente norte-americano, e Michelle Obama, num contexto diferente, escolheu um look Carolina Herrera para receber o Papa Francisco em Washington D.C., em 2015.

Curiosamente, também foi o tom escolhido para Isabel II na visita oficial e Portugal, em 1985, quando esteve no Palácio de Belém. Junta-se Brigitte Macron, para a tomada de posse do então primeiro-ministro Emmanuel Macron, em maio de 2017. Kate Middleton, Rania da Jordânia e Carolina do Mónaco também são adeptas frequentes da tonalidade.

Afinal, é muitas vezes, associada a valores como a estabilidade ou confiança, qualidades que figuras políticas procuram evocar nas suas aparições oficinais. Na sua versão mais clara, a filosofia da cor acrescenta que também pode transmitir calma, transparência e proximidade, entre outras características.

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