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Esta carteira da Parfois lembra um ícone da Longchamp e custa menos de 20€

O modelo remete para a icónica Le Pliage, num registo leve e atual, e funciona em looks de todas as estações.

Há peças que combinam com tudo, que acompanham o ritmo do dia a dia e ainda acrescentam aquele detalhe que faltava para completar o look. Esta carteira da Parfois encaixa nesse registo: leve, prática e com um toque familiar, que remete para ícones intemporais.

Antes mesmo de se olhar para os detalhes, já há qualquer coisa que remete para um clássico francês. A proposta da Parfois tem um corpo leve em tecido, a pala em contraste e a pega curta, que fazem lembrar os modelos Le Pliage, da Longchamp.

A comparação aparece com facilidade porque a Le Pliage ocupa esse lugar raro de carteira que atravessou décadas sem perder fôlego. A própria Longchamp descreve o modelo como um dos seus grandes ícones, criado em 1993 por Philippe Cassegrain e inspirado na arte japonesa do origami. A linha tornou-se reconhecível pela pala, pelas pegas em pele e pela ideia de leveza dobrável, que a tornou popular em várias gerações. 

O modelo da Parfois usa a referência, mas não a fórmula de forma literal. Pega nesses códigos e empurra-os para um desenho mais contemporâneo. O resultado é uma peça com ar familiar, mas com presença própria.

A marca apresenta-a como mala de mão de nylon, estruturada, com forro, bolso interior, fecho de correr e aba, além de alças fixas. As medidas indicadas são 31 x 14 x 26 centímetros, o que a coloca naquele ponto bastante útil entre a carteira média generosa e a shopper compacta.

Embora seja apresentada como uma carteira de nylon, a aba castanha a imitar pele faz quase todo o trabalho de sofisticação. É esse contraste que a afasta de uma simples carteira utilitária de tecido. Dá-lhe outra densidade e aproxima-a desse universo de clássico discreto, que tantas vezes funciona melhor do que uma peça trabalhada.

O modelo da Parfois surge em duas cores, cru e preto. A versão em cru é fácil de associar a looks de meia estação, sobretudo quando entra em diálogo com castanhos, camel, ganga azul, branco e cinzento claro.

Já a versão preta tende a funcionar como escolha mais urbana e mais prática para uso intensivo, sobretudo para quem prefere carteiras de combate diário com menos margem para manchas e maior facilidade de coordenação.

O preço também ajuda a tornar a peça apelativa. A carteira aparece assinalada como “new to sale” e passa de 27,99€ para 19,99€, o que representa um desconto de 29 por cento.

Na prática, são oito euros de diferença por uma peça que consegue entregar uma linguagem visual próxima de um clássico muito mais caro, sem entrar no território da imitação óbvia. O modelo segura a tendência do quiet luxury, conversa com referências conhecidas e continua acessível.

No plano do styling, esta é uma daquelas carteiras que se dão bem com quase tudo o que o guarda roupa real costuma pedir. Na primavera, encaixa de forma muito natural com calças de ganga direitas, camisa branca, trench coat e sapatilhas limpas.

Também resulta com calças de alfaiataria largas e malhas finas, sobretudo em tons areia, marfim, chocolate ou azul escuro. O cru, em particular, ganha força quando o resto do look segue uma paleta contida. Fica muito mais elegante nesse registo do que num coordenado excessivamente estampado.

No verão, a peça continua a funcionar porque o material leve ajuda. É fácil imaginá-la com vestidos camiseiros, conjuntos de linho, sandálias rasas e tops minimalistas. A aba castanha cria logo a ponte com cintos, sandálias de pele e óculos de sol em tons quentes.

É uma carteira que entra bem em coordenados de cidade, mas também passa para um lado mais descontraído de fim de semana, sobretudo quando a roupa anda entre o branco, o bege e a ganga clara.

Quando o calendário muda, a carteira continua atual. No outono, ganha outra leitura com blazers de lã leve, malhas caneladas, saias midi e mocassins. No inverno, aguenta-se bem ao lado de casacos de lã, cachecóis largos e botas, precisamente porque o castanho da aba ajuda a aquecer visualmente a peça.

É aqui que se percebe melhor a ideia de que esta é uma carteira de todas as estações. O formato resiste às mudanças de roupa, os tons mantêm-se úteis durante o ano inteiro e o material leve evita aquele efeito pesado que tantas carteiras escuras e rígidas trazem para os meses mais quentes.

Também vale a pena olhar para ela do ponto de vista mais prático. As dimensões permitem levar bastante mais do que o essencial, sem cair numa shopper enorme. O fecho de correr e o bolso interior acrescentam funcionalidade real, o que conta muito em modelos pensados para uso diário.

Cabe bem na rotina de trabalho, em deslocações pela cidade, em almoços longos e até em viagens curtas de fim de semana, quando o objetivo passa por levar uma só carteira que resolva várias mudanças de contexto.

Parte do interesse desta proposta está no equilíbrio. Tem referência de moda, mas continua utilizável. Tem um desenho reconhecível, mas evita o excesso de ruído. E tem um preço que a coloca naquela zona rara em que uma compra de impulso ainda pode acabar por ser uma compra sensata.

Para ajudar a escolher a carteira (ou várias) para os próximos tempos, a NiB reuniu 10 tendências para este ano. Carregue na galeria para conhecê-las.

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