Entre o vermelho clássico e o laranja existe uma tonalidade que parece feita a pensar nestes dias de verão. Tem a intensidade do tomate maduro, a frescura visual de uma fatia de melancia e aquele brilho quente que se torna ainda mais vivo sobre a pele dourada pelo sol. Em 2026, a moda europeia encontrou vários nomes para esta cor — tomato red, poppy red, chilli red — mas todos apontam para o mesmo lugar: um vermelho aberto, solar e suficientemente exuberante para dispensar grandes artifícios.
A sua força vem dessa proximidade com os tons naturais do verão. Ao contrário dos vermelhos mais escuros, associados ao veludo, ao inverno e às noites formais, o vermelho-tomate pede algodão, braços descobertos, sandálias e tecidos que se mexem com o corpo. Fica bem sob a luz do dia, atravessa sem esforço uma tarde quente e conserva presença depois do pôr do sol. Também favorece peles muito diferentes, porque a pequena dose de laranja aquece a cor e suaviza o contraste.
A edição britânica da revista “Vogue” colocou o tomato red entre as seis grandes cores do verão de 2026, depois de o encontrar nas coleções de Chanel, Toga e Stella McCartney. A revista descreve-o como mais quente do que o vermelho puro e mais fácil de usar do que os tons néon. Noutro artigo dedicado às cores que definem o ano, voltou a incluí-lo entre as tonalidades dominantes de 2026. A Who What Wear também identificou o vermelho-tomate nas passerelles de Chanel e Loewe, aplicado tanto a vestidos elegantes como a peças de inspiração desportiva.
Foi a partir desta cor, algures entre o tomate e a melancia, que fizemos uma seleção de vestidos de verão na Eugy, no Barreiro. O primeiro tinha mesmo de ser o vermelho liso. Comprido, com alças largas, corpo desenhado junto ao peito e uma saia fluida, é a versão mais direta da tendência: uma peça inteira entregue à cor, sem estampado, contraste ou distração. Custa 61,90€ e resolve sozinho a maior parte do conjunto.
Durante o dia, pode ser combinado com sandálias rasas de pele, uma mala de palha e brincos pequenos. Uma camisa branca ou azul-clara, usada aberta, acrescenta uma camada leve para o trabalho ou para uma tarde de vento. Ao fim do dia, o mesmo vestido aceita sandálias douradas, uma carteira pequena e argolas maiores, ficando pronto para um jantar, um sunset, uma festa de aniversário ou uma cerimónia de verão. O preto dá-lhe um lado mais urbano; o cru e o castanho tornam-no mais descontraído; o azul-cobalto cria uma combinação bastante mais arrojada. A própria British Vogue destacou a aproximação entre azul e vermelho nas coleções de Loewe, Prada e Celine para 2026.
Na seleção que encontrámos na Eugy, o vermelho-tomate também se espalha-se por estampados florais, desenhos botânicos, riscas finas e combinações que passam pelo coral, rosa-melancia, terracota, laranja, verde e roxo. Algumas peças usam a cor sobre fundos claros, criando um efeito mais luminoso; outras concentram o padrão em toda a superfície, quase como antigos papéis pintados ou tapeçarias de verão.

Os modelos acompanham essa variedade, entre vestidos de alças, cortes direitos, saias fluidas, mangas a três quartos, decotes quadrados e versões mais soltas, próximas de uma túnica. Há propostas leves para férias e almoços ao ar livre, outras que funcionam no trabalho e modelos com presença suficiente para um jantar, uma festa ou uma cerimónia durante o dia. Sandálias rasas, alpercatas e malas de ráfia levam-nos para um registo descontraído; acessórios dourados, saltos baixos ou uma carteira pequena fazem a passagem para ocasiões mais compostas.
Toda a seleção é feita em algodão ou numa mistura de algodão com elastano. O algodão favorece a circulação do ar e absorve melhor a humidade, enquanto o elastano acrescenta flexibilidade e ajuda o vestido a acompanhar os movimentos sem perder a forma. Essa combinação torna as peças especialmente adequadas aos dias mais quentes, quando o conforto pesa tanto como o corte ou a estampa.
Os preços variam entre 48,90€ e 61,90€ e entram na campanha de descontos progressivos da Eugy. Uma peça recebe 10 por cento de redução, duas peças beneficiam de 15 por cento e três chegam aos 20 por cento. Com o desconto máximo, os vestidos ficam entre 39,12€ e 49,52€ por unidade.
A Eugy nasceu do percurso de Eugénia Nunes, que trabalhou durante 12 anos com o estilista António Augusto e passou por áreas tão diferentes como a produção de atelier, a organização de eventos de moda e a gestão de uma loja em franchising. A marca começou a vender através do Instagram e ganhou depois uma morada física no Barreiro, com coleções escolhidas por Eugénia junto de fabricantes espanhóis e italianos. A seleção procura responder a diferentes idades, corpos e ocasiões, desde roupa para o quotidiano até vestidos para casamentos e festas. Já contamos a história da marca neste artigo.
Carrega na galeria para ver a seleção de vestidos com detalhes na cor do verão.








