Quem entra na Grazze, a nova loja do Barreiro inaugurada na Alfredo da Silva, mesmo ao lado do Mercado 1.º de Maio, vai perceber que o difícil é sair só com uma peça. O primeiro impacto vem da cor. Para esta abertura, a marca apostou nos tons terrosos, muito bege, castanho, areia e caramelo, mas também deixou espaço para laranjas, amarelos e outros apontamentos mais vibrantes.
Pelo meio, há uma presença forte do branco, sobretudo em vestidos de verão, camisas leves e conjuntos mais frescos. O resultado fica algures entre o armário de férias e aquele tipo de loja onde se entra à procura de uma blusa e se sai com novas peças para dar uma nova vida ao guarda-roupa.
Mas são as bolinhas que merecem um capítulo próprio, já que foram um dos destaques mais visíveis da abertura. Há peças para várias idades e em diferentes formatos, desde versões mais discretas até outras mais gráficas, com contraste e vontade de chamar a atenção. Num verão em que se volta a olhar para padrões mais clássicos, esta secção tem algo de de irresistível. As riscas seguem a mesma lógica. Aparecem espalhadas por vestidos, camisas, calças leves e blusas, o suficiente para que a loja pareça ter percebido muito bem o tipo de estampa que continua a voltar quando o calor aperta.
Novidades todas as semanas
Com cerca de 20 espaços em Lisboa e nos arredores, a Grazze abriu a 24 de junho com cerca de 200 metros quadrados e um formato de fast fashion assente numa rotação constante. A New in Barreiro visitou o espaço nos primeiros dias e encontrou uma loja repleta de clientes, bem acima do movimento que a equipa estava à espera.
“O movimento foi muito além do esperado”, contou Soraia Tavares, funcionária da loja, que resume o trunfo da marca de forma direta: “há muita variedade e e temos novidades todas as semanas. Fazemos reposição regular das peças, com novos modelos e novas cores ajustadas à estação”.
Um dos pontos mais interessantes é o facto de a loja obrigar a uma caça atenta. À primeira vista, entra-se pela cor e pela quantidade das peças. Depois, começa a parte mais divertida: pegar nos tecidos, olhar para as etiquetas, perceber onde está o algodão, onde aparece o linho, onde surgem as misturas com viscose e onde entram os sintéticos.
Soraia explicou que o truque está precisamente aí. Como há muita variedade e uma oferta grande dentro da mesma gama cromática, vale a pena procurar com calma. Num mesmo cabide, podem aparecer peças em tecidos mais nobres, como algodão e linho, lado a lado com propostas mais sintéticas. Para quem gosta de comprar melhor sem gastar necessariamente muito mais, o conselho faz todo o sentido.
Nos preços, a amplitude é grande. Uma camisola em 100 por cento linho ronda os 23€, enquanto um vestido midi em 100 por cento algodão pode ficar pelos 21€ e um casaco 100 por cento linho com bordado de missangas custa 35€. Há peças mais acessíveis, outras que sobem um pouco e esse jogo entre preço e composição pode ser uma das razões para o movimento intenso dos primeiros dias.
Também ajuda o facto de a Grazze apostar em carteiras, sapatos e outros complementos capazes de resolver um look. Isso reforça o lado de loja de passagem rápida, que facilmente se transforma em meia hora de exploração. Sobretudo numa abertura deste género, em que ainda há curiosidade, vontade de perceber o conceito e aquela tendência muito barreirense para entrar “só para ver” e acabar a sair com saco.
A localização conta muito. A Alfredo da Silva tem vindo a concentrar cada vez mais paragens de comércio e serviços, e uma abertura deste género, ao lado do Mercado 1.º de Maio, encaixa bem nesse movimento. A Grazze chega com um formato muito ligado à renovação constante e ao impacto visual imediato, mas também com uma proposta suficientemente abrangente para captar a atenção de públicos diferentes, desde quem procura uma peça mais leve para o verão a quem entra à caça de estampas, cor ou básicos para rodar durante a semana.
A abertura no Barreiro junta-se a uma cadeia que a própria marca apresenta no Instagram como tendo 20 lojas em Lisboa e arredores, com novidades todas as semanas e funcionamento diário. Há lojas em Setúbal, Parede, Costa da Caparica, Loures, Porto, shopping Vasco da Gama e agora Barreiro, o que ajuda a perceber o tipo de expansão em curso.
Carregue na galeria para descobrir o que pode encontrar na Grazze.








