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As carteiras com iniciais estão de volta e estas da Parfois custam menos de 30€

A personalização fica por 3€ e transforma duas shoppers XL num detalhe com ar de luxo discreto.

Quando as compras são feitas nas mesmas lojas e seguem as mesmas tendências, a vontade de deixar uma marca pessoal começa a crescer quase por instinto. É por isso que os acessórios personalizados voltaram a ganhar espaço. Primeiro vieram os bag charms, as fitas, os pendentes e os pequenos objetos presos às pegas. Depois, regressaram as iniciais, num registo mais calmo e mais duradouro.

Esta procura pela individualidade deu origem à chaotic customisation, uma resposta à uniformidade do vestir, que defende que o mais importante já nem é o modelo da carteira, mas a forma como é decorada. Para 2026, esta personalização ganhou um lado mais elegante e silencioso: em vez de pendurar bonecos e fitas nas pegas, a moda agora quer gravações discretas, com uma aura de luxo acessível.

A New in Barreiro encontrou na Parfois dois exemplos dessa tendência e o mais curioso é que o serviço já existe na marca há algum tempo, embora muitos ainda passe por ele sem reparar. Em vez de ficar preso às marcas de luxo ou às carteiras mais caras, o gesto da personalização aparece numa faixa bastante mais acessível.

Estas duas shopper custam 29,99€ cada uma e a gravação acrescenta 3€. Nas opções de personalização, a marca permite escolher até duas letras, o estilo e o acabamento em dourado ou prateado. Em ambos os casos, a shopper continua grande e útil. O detalhe entra só para puxar a peça para outro lugar.

Esta história dos monogramas começou há vários séculos, mas o boom no mundo das carteiras deu-se no século XIX, com a era dourada das grandes viagens transatlânticas. Quando marcas históricas, como a Louis Vuitton ou a Goyard, começaram a pintar as iniciais dos clientes nos baús de viagem rígidos, a ideia era puramente prática. Servia para identificar a bagagem da aristocracia nos porões dos navios a vapor, evitando que se perdessem.

Ter as iniciais gravadas era o pináculo da exclusividade, o verdadeiro conceito bespoke. Hoje, a tendência regressou em força como uma resposta direta ao cansaço da produção em massa. Colocar as iniciais na mala é uma forma de rebeldia estética. É dizer “esta peça é minha e de mais ninguém”.

A Parfois percebeu isto na perfeição e aplicou o conceito em vários produtos que podem ser personalizados. A NiB encontrou duas carteiras grandes estruturadas. A primeira é uma shopper que foge ao tédio das malas habituais graças ao acabamento craquelé, um efeito de pele estalada que cria texturas e sombras, dando à peça um ar vintage, como se já tivesse uma história para contar.

Além de espaçosa (tem 43,5 centímetros de comprimento), fecha com um íman e um mosquetão interior e traz um penduro de corda náutica entrançada, que pisca o olho ao estilo mais desportivo e urbano.

A cor que mais sobressai é, sem dúvida, o verde-oliva. Funciona quase como um neutro, mas com muito mais pinta do que o preto habitual. Faz conjunto com camisas brancas largas, gangas lavadas, gabardines beges e sandálias rasas. Para um look mais clássico, a versão em camel faz o mesmo trabalho e combina com qualquer básico no armário.

Nesta carteira, a personalização aparece gravada no próprio corpo da peça. O processo é super intuitivo: basta escolher as duas letras, decidir se o relevo deve ser em dourado ou prateado, e fica pronta até cinco dias úteis.

Quando o estilo quotidiano exige mais de rigor e é necessário uma silhueta mais geométrica para o escritório, a segunda proposta é a ideal. É uma shopper cinzenta antracite da Parfois, com um cinto plano com fivela metálica a envolver a parte superior, dando-lhe estrutura. Ao contrário do modelo verde, esta foi pensada para quem não facilita na segurança nos transportes públicos: tem um fecho de correr que sela a mala de uma ponta à outra.

É perfeita para levar o portátil de 14 polegadas, a agenda e tudo o resto sem preocupações. O cinzento dá-lhe um ar executivo muito polido, ideal para usar com blazers bem cortados ou calças de pinças.

E para que o visual não fique excessivamente sério, a Parfois juntou-lhe um detalhe genial: um penduro removível num tom amarelo-lima néon, que quebra a monotonia e dá um ponto de luz super moderno ao look. Também existe uma versão em camel, para uma abordagem mais suave para coordenar com peças de linho.

Nesta segunda shopper, a gravação fica justamente neste acessórios pendurados que acompanham a carteira, o que faz bastante diferença na forma como o resultado aparece. Em vez de marcar o corpo da peça, a personalização instala-se naquele pendente comprido, dando-lhe quase a função de assinatura.

Fica mais discreto, mais lúdico e aproxima-se dessa tendência atual dos detalhes pendurados, que vivem entre o adorno e a identidade pessoal. Para muitos, até resulta melhor assim, porque a carteira continua limpa e as iniciais ficam concentradas num elemento removível, com um efeito mais leve. A peça ganha individualidade, sem perder contenção.

Para ajudar a escolher a carteira que a vai acompanhar nos próximos tempos, tanto da Parfois, como de outras marcas, a NiB reuniu 10 tendências para este ano. Carregue na galeria para conhecê-las.

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