compras
ROCKWATTLET'S ROCK

compras

15 peças de homem da Lefties e Springfield que elas vão querer usar (a menos de 10€)

Descobrimos porque o departamento masculino virou o novo hotspot da moda feminina (com dicas práticas e achados).

Esqueça o cliché de roubar a camisa ao namorado apenas para andar por casa. A grande revolução do guarda-roupa feminino para 2026 não exige um parceiro, nem um jantar romântico: apenas que ignore as etiquetas que dizem “homem”.

Se percorrer o feed do Instagram ou do TikTok, vai perceber que as mulheres que ditam as regras do estilo — de Hailey Bieber a Zendaya, passando pela irreverente Billie Eilish — já não pedem licença para assaltar o departamento masculino. E a NiB explica-lhe por que razão devia fazer o mesmo.

Esta tendência, que no mundo da moda ganha nomes como boyish style ou androgynous chic, deixou de ser uma excentricidade de passerelle para se tornar uma estratégia inteligente de consumo. E antes que comece a pensar que vai parecer que saiu de um acampamento militar, desengane-se: a ideia não é esconder quem é, mas sim elevar o estilo.

Não perde feminilidade ao usar estas peças, pelo contrário. O contraste entre a estrutura rígida de um casaco masculino e a delicadeza de uns lábios pintados ou de uns sapatos de salto cria um visual magnético e ultra-sofisticado. Trata-se de uma questão de qualidade, corte e, acima de tudo, de liberdade.

Se alguma vez sentiu que a T-shirt branca da secção feminina é quase transparente e se deforma após duas lavagens, enquanto a do seu irmão parece indestrutível, não foi imaginação sua. É um facto: no vestuário masculino, a indústria foca-se tradicionalmente na durabilidade e na estrutura. As malhas são mais densas, os algodões têm mais gramagem e os cortes não tentam, desesperadamente, marcar todas as curvas do corpo.

Ao comprar no departamento de homem, está muitas vezes a fugir ao chamado “Pink Tax” (a taxa rosa), onde produtos femininos são mais caros e menos resistentes. Na secção masculina, o oversized não é uma tendência forçada — é o padrão. Um blazer de homem tem uma estrutura de ombros que confere uma postura de poder que os modelos femininos raramente conseguem replicar com a mesma autenticidade. É o segredo de celebridades como Victoria Beckham, que embora tenha a sua própria marca, é frequentemente vista com calças e camisas de corte masculino para atingir aquele look minimalista e caro.

Uma das dicas de ouro para quem se aventura neste território é tornar-se uma detetive de etiquetas. No departamento masculino, é muito mais fácil encontrar materiais nobres a preços decentes. Antes de levar a peça para a caixa, olhe para a composição dos materiais. Procure sempre fibras naturais: o algodão 100 por cento, a lã virgem, o linho e a caxemira são os reis da durabilidade.

Evite o excesso de poliéster e acrílicos que costumam invadir a secção feminina para dar elasticidade. No homem, a roupa é feita para manter a forma, não para esticar, e isso nota-se na qualidade do toque.

Saldos: o laboratório perfeito testar poupa de homem

Os saldos são o momento em que pode arriscar sem peso na consciência. Porquê? Porque enquanto as peças femininas mais desejadas voam em segundos, no departamento masculino sobram muitas vezes os tamanhos S e M — que para uma mulher são o “fit” perfeito para um estilo descontraído e sofisticado.

A dica de ouro é olhar para os básicos. Procure os tons neutros — cinzas, beges e o eterno azul-marinho. Prepare-se para ser questionada sobre onde comprou aquele sobretudo de lã com um corte impecável, enquanto sorri por saber que o encontrou na zona dos fatos de homem por metade do preço.

Para não se perder na primeira incursão, aqui está o roteiro do que realmente vale a pena. As camisas de flanela ou Oxford são a primeira paragem: têm golas mais rígidas, que dão um ar muito mais arranjado. Depois, procure as T-shirts de algodão pesado, aquelas que não ficam transparentes e mantêm o formato da gola. Os blazers de lã são obrigatórios: o corte reto e os ombros marcados dão um toque de alta-costura a qualquer par de jeans.

Não ignore as camisolas de gola redonda em malha grossa e os cardigans de botões grandes (o estilo “avô chic” está mais forte do que nunca em 2026). Nas calças, as chinos de corte reto usadas com um cinto bem apertado criam uma silhueta moderna e inesperada. Na lista entram ainda as sweatshirts com capuz (sem bonecos ou detalhes desnecessários), os sobretudos de corte direito (carcoats), as jaquetas utilitárias com bolsos reais e funcionais e, por fim, as meias de algodão com padrões clássicos, que são muito mais confortáveis e resistentes.

A regra de ouro: o provador é o seu melhor amigo

Aqui chegamos ao ponto crítico: prove sempre. Esqueça o número que costuma vestir na secção de senhora. Aqui, a lógica é outra e os números são completamente diferentes. Um 38 de homem não é um 38 de mulher. Brincar com as proporções faz parte da diversão, mas provar é a única forma de garantir que o oversized não vira desleixado.

As calças, inclusive, são o maior desafio e a maior recompensa. O gancho é mais baixo e a cintura é mais larga, o que pode exigir um ajuste ou apenas um cinto bem colocado para criar aquele efeito baggy que está tão na moda. Não tenha medo de levar cinco tamanhos diferentes para o provador, o que importa é como o tecido cai no seu corpo, não o número na etiqueta.

O segredo para não parecer que está mascarada é jogar com as texturas e volumes. Um casaco de lã pesado ou um sobretudo estruturado masculino harmoniza quando usado por cima de uma saia de seda fluida ou de um vestido acetinado. Este choque entre o bruto e o delicado é o que torna o visual interessante.

Da mesma forma, uma camisa de homem XL pode ser usada aberta com um top de renda por baixo, ou com as mangas dobradas e um conjunto de colares femininos, para iluminar o rosto. Se usar as calças de corte masculino, compense com sapatos mais abertos ou sandálias de tiras finas. para deixar os tornozelos à mostra — é o truque infalível para manter a elegância.

As peças principais desta incursão são, sem dúvida, os casacos e as camisas. Encontrámos sobretudos de corte direito em tons areia e cáqui que exalam um minimalismo caro, além de blusões utilitários e casacos de bombazina em tons terra, que garantem aquela estrutura “boxy” impossível de encontrar na secção feminina. As cores dominantes são orgânicas e fáceis de misturar: muitos castanhos chocolate, verdes secos, beges e o clássico azul-celeste em camisas de Oxford impecáveis.

Mas o segredo para um guarda-roupa completo está nos detalhes que costumamos ignorar. Encontrámos conjuntos de pijamas masculinos onde as T-shirts têm estampados artísticos tão bem conseguidos — com referências a Van Gogh ou Klimt — que pedem para sair de casa e brilhar num look de dia com um blazer por cima. Até os acessórios valem a pena: as meias masculinas têm cores muito mais interessantes e padrões clássicos, como as bolinhas, que dão um “up” imediato se ficarem à mostra com uns mocassins.

Desmonte o preconceito do olhar e deixe de ver géneros para passar a ver cortes, texturas e qualidade. A moda em 2026 é sobre quem veste a roupa, e não sobre o que a etiqueta diz. Da próxima vez que for às compras, ignore os sinais de género e siga o instinto.

Carregue na galeria e conheça algumas peças com saldo de até 70% que encontramos na secção masculina, quase todas a menos de 10€.

ARTIGOS RECOMENDADOS