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Pizzaria que conquistou o Barreiro muda de casa (e vai ter muito mais do que pizzas)

A casa italiana de Roberto Garofalo e Mário Marques triplicou de tamanho e reabre com bar, mais lugares e novos pratos.

Quem entrar na nova Garofalo apenas com vontade de comer uma pizza pode acabar a dividir uma lasanha, provar fritos da Campânia e prolongar a noite no bar com um copo de vinho italiano. A pizzaria de Roberto Garofalo e Mário Marques muda de morada este sábado, dia 29 de agosto, e aproveita a mudança para crescer em duas direções ao mesmo tempo: o espaço passa de uma pequena sala de 18 lugares para cerca de 100 metros quadrados e a carta começa a mostrar uma Itália que até agora tinha pouco espaço para aparecer.

A nova casa fica na Rua São João de Brito, 10, no Barreiro, e abre às 19h30, apenas para jantar nesta primeira noite. No domingo já pode aproveitar para almoçar e jantar, mediante reserva. Depois da habitual pausa de segunda e terça-feira, a Garofalo entra no funcionamento regular de quarta-feira a domingo, com serviço ao almoço e ao jantar.

Roberto continua a comandar a cozinha e Mário Marques mantém-se como sócio na pizzaria, numa sociedade própria e distinta dos restantes projetos ligados ao Farabutto. O investimento desta nova fase permitiu quase duplicar a capacidade, para 36 lugares sentados, criar uma zona de bar separada da sala e reforçar a equipa com mais quatro pessoas na cozinha.

A mudança altera o tipo de noite que se pode ter ali. “Vamos ter as mesmas pizzas, mas também produtos novos de forno e coisas típicas da nossa zona da Campânia, mais para partilhar”, explicou Roberto à New in Barreiro.

Na prática, começam a aparecer cannelloni, lasanha, fritos, legumes e outras preparações de forno, num registo que Roberto aproxima das tascas italianas que conhece desde sempre. A pizza continua no centro da Garofalo, mas passa a poder dividir a mesa com vários pratos pequenos e travessas pensadas para circular entre todos. “São pratos que vão para a mesa para serem partilhados.”

Um novo espaço para jantar ou beber um copo

A área de bar talvez seja a novidade que mostra melhor a diferença entre a antiga pizzaria e esta versão. Roberto quer receber também quem esteja apenas à procura de um aperitivo ao final do dia, de um gin tónico, um cocktail ou uma garrafa de vinho acompanhada por qualquer coisa para petiscar. “Temos duas áreas diferentes, a sala e o bar. As pessoas são bem-vindas só para beber um copo e petiscar”, explica.

A garrafeira foi pensada com a mesma ambição. Além de referências mais acessíveis, Roberto quer ter vinhos italianos capazes de transformar a visita numa experiência por si só. Durante a conversa com a NiB, citou Barolo e Chianti entre as escolhas destinadas a quem queira experimentar garrafas de regiões e gamas diferentes.

A ideia aproxima a Garofalo de um hábito muito italiano: chegar antes do jantar, pedir uma bebida e deixar que a comida apareça aos poucos. Para Roberto, esse formato também permite mostrar melhor a cozinha da Campânia, região do sul de Itália onde nasceu e que continua a determinar boa parte do que cozinha.

Natural de Benevento, Roberto cresceu numa casa onde a comida seguia as estações e o que existia disponível. Beringelas, tomate, massa fresca e receitas familiares faziam parte de uma rotina que acabou por reaparecer décadas depois no Barreiro. Quando a NiB contou a sua história, em fevereiro, o cozinheiro explicava que simplicidade, produto e tradição continuavam a orientar a forma como trabalhava.

A pizza tornou-se a face mais conhecida dessa cozinha, embora o percurso tenha começado noutro lugar.

De um quiosque no mercado a uma pizzaria três vezes maior

Em dezembro de 2023, Roberto e Daniela Yukiko abriram o Farabutto num pequeno quiosque do Mercado 1.º de Maio. A proposta inicial passava sobretudo por tábuas de queijos e enchidos italianos. A massa fresca entrou depois, ganhou procura e acabou por fazer crescer um pequeno conjunto de negócios ligados à cozinha italiana no Barreiro.

Vieram a produção de massa, o fornecimento a outros restaurantes, o take-away e, mais tarde, a Pizzeria Garofalo. Mário Marques entrou como parceiro financeiro na abertura da pizzaria e é agora, com Roberto, um dos dois sócios desta nova casa.

A dimensão que o projeto alcançou ajuda a explicar a mudança de morada. No início de 2026, a produção de massa fresca do Farabutto já abastecia mais de 15 restaurantes entre a Margem Sul e Lisboa, enquanto a pequena Garofalo trabalhava frequentemente com os 18 lugares ocupados.

O trabalho recebeu também um reconhecimento ligado à própria comunidade italiana em Portugal. Em 2025, o Farabutto foi distinguido pelo COMITES pela autenticidade e qualidade da gastronomia italiana, num processo apoiado pela Embaixada de Itália. Agora, o crescimento deixa de acontecer apenas nos bastidores.

 
 
 
 
 
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Os 100 metros quadrados da Rua São João de Brito permitem que Roberto coloque na mesma morada propostas que antes precisavam de ser reduzidas ou simplesmente ficavam de fora. As pizzas continuam, os preços deverão manter-se próximos dos anteriores e as receitas que já têm clientes habituais seguem para o novo forno. A diferença aparece ao redor delas.

É esta liberdade que Roberto e Mário compraram, na prática, quando trocaram uma sala de 18 lugares por uma casa três vezes maior. A Garofalo abre sábado com mais cadeiras, mais pessoal na cozinha e uma carta que ganha espaço para sair da lógica de escolher uma pizza por pessoa.

Para Roberto, a nova morada permite aproximar o Barreiro de uma maneira de comer que conhece desde casa: vários pratos, várias mãos e pouca pressa para decidir quando termina o jantar.

Carregue na galeria para conhecer alguns dos pratos do chef Roberto Garofalo.

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