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O espaço do Barreiro onde todos querem ver o pôr do sol vai mesmo mudar já no verão

A esplanada junto ao Tejo vai crescer e reforçar o estatuto de spot mais cobiçado da Polis. Já atrai público internacional.

O Ó Rio prepara-se para entrar numa nova fase na frente ribeirinha da Polis, no Barreiro. O espaço de restauração, o primeiro a abrir naquela zona, está a planear uma ampliação para o verão, com mais área  de esplanada para receber público num dos pontos mais procurados da cidade para ver o pôr do sol.

“Estamos a chamar ao projeto Ó Rio 3.0. Isto porque 1.0 foi quando abrimos, o 2.0, quando ampliamos a esplanada e este ano (ainda para o verão) vamos crescer ainda mais”, explica Marco Matosa, proprietário do espaço.

A localização ajuda a explicar o percurso do projeto. Nos últimos anos, a Polis tornou-se um dos lugares mais concorridos do Barreiro ao fim da tarde quer pela vista aberta sobre o Tejo, pela proximidade a Lisboa e pela forma como a frente ribeirinha passou a ser usada como espaço de passeio, encontro e permanência. O Ó Rio abriu portas nesse contexto e acabou por consolidar-se como uma das referências da zona.

Marco Matosa diz que o conceito nasceu a partir da experiência de quem gosta de estar bem num sítio, com vista, música e tempo para ficar. “Trouxe para aqui que gostava como cliente”, contou. A proposta inicial passou por criar um ambiente descontraído, virado para o rio e para o pôr do sol, com pufes, bebidas e uma ocupação mais demorada do espaço. 

Ao longo do tempo, deixou de atrair apenas moradores do Barreiro. Segundo o proprietário, o Ó Rio recebe “muitas pessoas de Lisboa, sobretudo ao fim de semana”, além de visitantes da linha de Cascais, estrangeiros e pessoas de concelhos vizinhos. “Há poucos dias, um grupo da Galiza veio para ver o pôr do Sol, que já tinham visto nas fotografias do Instagram”. O fluxo vindo de fora reforça o papel do espaço como ponto de atração na cidade.

Para Marco, esse movimento mostra uma mudança na relação entre o Barreiro e a sua frente ribeirinha. “Alegra-me ver a casa cheia, mas também ver que conseguimos fazer com que as pessoas do Barreiro já tenham um sítio para estar”, explica.

O percurso do proprietário foge ao trajeto habitual do setor. Antes de abrir o Ó Rio, Marco trabalhou na área do registo de marcas e patentes. Entrou na restauração sem experiência e abriu o espaço em 2021, em plena incerteza da pandemia. “Foi um sucesso”, recorda. Desde então, o projeto foi crescendo por etapas, com aprendizagem contínua e uma operação que hoje envolve 14 pessoas, entre o Ó Rio e a presença da marca no mercado 1º de Maio.

A cozinha deverá manter a mesma linha, o que mostra que a principal novidade está na ampliação da experiência e na capacidade de resposta a uma procura já consolidada. Segundo Marco, há clientes que chegam para beber uma cerveja, um gin ou um cocktail e acabam por pedir comida. Outros vão almoçar e ficam até ao fim da tarde. “O espaço é convidativo a ficar”, resumiu.

O que pode comer e beber

O Ó Rio serve petiscos, pratos principais, cocktails, cerveja, gin e gelados artesanais. Entre os pratos preferidos estão o risotto de camarão e o de cogumelos, bem como o pica-pau e o bife ao Rio. O preço médio ronda os 10€ a 14€ por pessoa, já com bebidas incluídas.

Nos cocktails, os mais procurados são as caipirinhas, os mojitos e as piña coladas, com preços a partir dos 6€. Os gins custam entre 6€ e 7€ e uma imperial de 20 centilitros custa 1,80€. Os gelados artesanais continuam a ser um dos bestsellers do espaço, com sabores como chocolate belga, baunilha com vagem, morango e manga vegan, bem como caramelo salgado. Uma bola custa 2,50€ e duas ficam por 4€.

A música é uma parte central da identidade do Ó Rio. O espaço apostou desde cedo em sunsets, numa altura em que esse formato ainda não era comum no Barreiro. A programação inclui DJs e artistas de vários estilos, pensados para criar ambiente e agradar a públicos diferentes.

Segundo Marco, a preocupação é garantir que a música acompanha bem o espaço e o momento, funcionando como parte da experiência de fim de tarde. “Trazemos pessoas ao rio que compreendam a vibe da casa”, explicou. Essa combinação entre localização, ambiente e permanência ajudou o espaço a crescer sem perder o vínculo com o lugar onde nasceu.

“A música é sempre se adapta ao público daquele dia. Acho que é importante ter DJs que consigam captar isso e até alterar a música de acordo com o publico do dia”, explica Marco.

Com a ampliação prevista para o verão, o Ó Rio prepara-se para reforçar a presença num dos pontos mais valorizados do Barreiro ao fim da tarde. A história da casa cruza-se, assim, com a transformação da Polis num dos cenários mais procurados da cidade para ver o rio e o pôr do sol, ficar até mais tarde e fazer daquele troço da frente ribeirinha um programa em si mesmo.

Carrega na galeria e conheça mais sobre o Ó Rio.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua de Maputo 3A, Santo André
    2830-169 Barreiro
  • HORÁRIO
  • De segunda-feira a quinta-feira, das 11h às 22h
  • Sexta-feira, das 11h às 00h
  • Sábado, das 10h às 00h
  • Domingo, das 10h às 22h
PREÇO MÉDIO
Não disponível
TIPO DE COMIDA
Portuguesa

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