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É mesmo verdade: chegaram a Portugal as uvas com sabor a manga, morango e Moscatel

Depois das uvas com sabor a algodão-doce, é a vez de mais uma série de edições limitadas com aromas inusitados.

Depois das uvas com sabor a algodão-doce, chegam agora as versões com sabor a manga, moscatel e morango. As novidades, que se distinguem pelo perfil adocicado, estão disponíveis nos supermercados Continente, mas apenas por tempo limitado.

A retalhista estreou-se este verão na venda de uvas com sabores invulgares. As embalagens começaram a chegar às lojas no início de agosto e rapidamente se tornaram um fenómeno nas redes sociais. Entre as variedades disponíveis contam-se as de algodão-doce, manga, moscatel e morango. Embora com diferenças no sabor, todas partilham a mesma doçura característica.

A cadeia explicou à NiT que conseguiu estas variedades através de um produtor espanhol que recorre a uma “técnica de hibridação clássica”. “Usaram a aplicação de pólen de algumas variedades às flores de outras e utilizaram variedades já existentes como a Moscatel e a Labrusca, provenientes da uva da espécie Vitis labrusca para chegar a esta referência mais adocicada”, refere a retalhista.

“Quando se cruzam estes dois tipos de variedades, são produzidas combinações aleatórias que resultam em novas variedades diferentes. Estas são depois submetidas a um painel de provas que seleciona apenas as melhores para serem cultivadas. Os nomes são depois atribuídos em função do sabor que nos fazem lembrar algo, como o algodão-doce ou outras frutas”, acrescentam.

As uvas estão à venda em embalagens de 300 gramas, com um preço de 1,99€. No entanto, por serem um produto sazonal, estão limitadas ao stock existente.

A origem das uvas com sabores

As versões invulgares começaram a ser desenvolvidas na Califórnia há mais de uma década, através de uma espécie criada no Canadá, que apresentava notas tropicais no perfil de sabor da uva.

A versão adocicada, que remete para o algodão-doce, resulta da plantação da variedade IFG Seven. Esta referência foi criada há mais de uma década pela empresa International Fruit Genetics (IFG), conhecida por desenvolver frutos com sabores pouco convencionais. A marca altera geneticamente a fruta para a moldar ao sabor desejado.

O processo, contudo, não envolve o uso de químicos. A técnica baseia-se em cruzamentos específicos (alguns com séculos de história), que consistem em extrair pólen das flores masculinas para o aplicar nos cachos femininos da planta escolhida. A operação repete-se até atingir o sabor ideal. No caso das uvas de algodão-doce, destacam-se pelo sabor mais adocicado, pela forma longa e pela textura firme e crocante.

Depois da versão com algodão doce a empresa começou a testar outros sabores e a ideia viajou para vários pontos do mundo. Agora, dezenas de produtores europeus têm apostado no cultivo de espécies cruzadas, com objetivo de criar uvas com diferentes aromas.

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